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As minhas memórias da Segunda Guerra Mundial

01.09.1939 - 02.09.1945
Original language : Portuguese

Tenho 90 anos e vivi a Segunda Guerra Mundial em Lisboa (Portugal), dos 8 aos 14 anos. Portugal não participou na guerra, mas a população viveu intensamente o conflito. Para mim, é uma das mais importantes memórias da minha vida!

Parte I
Tenho 90 anos, sou portuguesa, nascida e criada em Lisboa e lembro-me bem do começo da Segunda Guerra Mundial, em 1/9/1939.
Os meus pais tinham comprado um terreno para construir uma vivenda com jardim, nos arredores de Lisboa, numa terriola chamada Agualva, que já existia no tempo dos romanos, então chamada Aqua Alva, pela pureza das suas fontes.
Tinha poucos habitantes locais e especialmente pedras e carrascos na zona onde o terreno foi comprado que tinha o nome patusco de Carrascal da Abelheira.

Estava certo, visto que havia uma enorme quinta cujos donos tinham muitas colmeias e, fora isso, só os ditos carrascos, arbustos bravos que davam umas bolas que pareciam de madeira, mas muito leves. Além disso, só silvas igualmente bravas que no verão se enchiam de amoras pretas e que valiam bem umas picadelas valentes.
Pois estava a construção a começar quando a Alemanha invadiu a Polónia, dando assim início à Segunda Guerra Mundial.
Claro que nas grandes catástrofes há sempre quem se aproveite e, de um dia para o outro, todo o material de construção desapareceu, como por milagre. Tudo desde pregos, passando por madeiras, que na véspera havia na estância lá do sítio, tinha voado durante a noite e o grande armazém estava completamente vazio.
Como não éramos ricos, foi preciso repensar se era ou não possível continuar com a construção. Como o terreno tinha grandes pedregulhos, optou-se por usar esse material para construir as paredes naquilo que se chamava de pedra e cal.
Não foi uma má decisão porque a casa ainda se mantém de pé.

Tenho 90 anos e vivi a Segunda Guerra Mundial em Lisboa (Portugal), dos 8 aos 14 anos. Portugal não participou na guerra, mas a população viveu intensamente o conflito. Para mim, é uma das mais importantes memórias da minha vida!

Parte I
Tenho 90 anos, sou portuguesa, nascida e criada em Lisboa e lembro-me bem do começo da Segunda Guerra Mundial, em 1/9/1939.
Os meus pais tinham comprado um terreno para construir uma vivenda com jardim, nos arredores de Lisboa, numa terriola chamada Agualva, que já existia no tempo dos romanos, então chamada Aqua Alva, pela pureza das suas fontes.
Tinha poucos habitantes locais e especialmente pedras e carrascos na zona onde o terreno foi comprado que tinha o nome patusco de Carrascal da Abelheira.

Estava certo, visto que havia uma enorme quinta cujos donos tinham muitas colmeias e, fora isso, só os ditos carrascos, arbustos bravos que davam umas bolas que pareciam de madeira, mas muito leves. Além disso, só silvas igualmente bravas que no verão se enchiam de amoras pretas e que valiam bem umas picadelas valentes.
Pois estava a construção a começar quando a Alemanha invadiu a Polónia, dando assim início à Segunda Guerra Mundial.
Claro que nas grandes catástrofes há sempre quem se aproveite e, de um dia para o outro, todo o material de construção desapareceu, como por milagre. Tudo desde pregos, passando por madeiras, que na véspera havia na estância lá do sítio, tinha voado durante a noite e o grande armazém estava completamente vazio.
Como não éramos ricos, foi preciso repensar se era ou não possível continuar com a construção. Como o terreno tinha grandes pedregulhos, optou-se por usar esse material para construir as paredes naquilo que se chamava de pedra e cal.
Não foi uma má decisão porque a casa ainda se mantém de pé.

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